A literatura de Julio Cortázar, o Teatro da memória de Giulio Camillo e o tarô: jogos combinatórios

  • Mayara Regina Pereira Dau Araujo UNIOESTE
  • Acir Dias da Silva Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Resumo

Neste artigo comparamos o aspecto híbrido-combinatório do Teatro da Memória de Giulio Camillo (século XVI), à literatura do escritor argentino Julio Cortázar e
ao tarô. Teóricos como Milton José de Almeida (1999; 2005) e Frances Yates (2007) foram essenciais na compreensão desse projeto. O Teatro possuía influências da cabala, da alquimia, da astrologia, e principalmente da arte combinatória. Essa caraterística combinatória presente no Teatro também perpassa a obra de Cortázar e o tarô. Buscamos analisar, assim, o efeito sugestivo da presença das imagens e seu aspecto combinatório nesses três meios. Dessa forma, Último Round de Julio Cortázar, se configura enquanto um jogo interativo, assim como o tarô e o Teatro, onde as narrativas vão sendo construídas e significadas com
a colaboração do leitor/espectador que traz para seu mundo as imagens e as ressignifica dentro de seu contexto.

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Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Oeste do Paraná (1994), mestrado em Educação,
Conhecimento, Linguagem e artes pela Universidade Estadual de Campinas (1999) e Doutorado em Educação, Conhecimento, Linguagem e artes pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Atualmente é professor convidado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Referências

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DAMAZIO, Reynaldo. O Poliedro Cortázar. Revista Brasileira de Literatura - Cult. São Paulo, ano IV, out. 2000.
Publicado
2019-07-05
Como Citar
PEREIRA DAU ARAUJO, Mayara Regina; DIAS DA SILVA, Acir. A literatura de Julio Cortázar, o Teatro da memória de Giulio Camillo e o tarô: jogos combinatórios. LETRAS EM REVISTA, [S.l.], v. 9, n. 2, jul. 2019. ISSN 2318-1788. Disponível em: <https://ojs.uespi.br/index.php/ler/article/view/203>. Acesso em: 15 out. 2019.